quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O mundo precisa de histórias felizes

Mulher abrigou mais de mil presos considerados perigosos e acha que fez pouco
O modelo de ressocialização de presos criado por dona Maria se transformou no Patronato Lima Drummond.
Por olhos clarinhos por causa do tempo, passam tantas lembranças, tanta coragem, tanta solidariedade. Por caminhos protegidos por árvores, passam tantos homens, tantas histórias, tanta superação.
Histórias de gente que pouca gente quer por perto, mas que em um casarão encontraram alguém que deu a mão, porque não acreditava que eles eram irrecuperáveis. Acreditava sim, na bondade deles.
Nem todo mundo abre as portas de casa para receber desconhecidos. Ainda mais quando esses desconhecidos foram condenados porque cometeram algum tipo de crime. Parece impossível, mas acredite: foi o que uma mulher fez sozinha em 1941. Uma atitude corajosa e fora dos padrões para a época. Esse ato de generosidade ajudou a recuperar milhares de homens.
O nome dela é Maria Ribeiro da Silva Tavares. Idade: 102 anos. Uma mulher adiante do seu tempo. A dona Maria foi a primeira mulher a entrar em uma penitenciária no Rio Grande do Sul para ajudar.
Viúva, com 24 anos e dois filhos para criar, conseguiu convencer as autoridades. Tirou 36 detentos do regime semiaberto. Levou para casa e ajudou cada um a encontrar trabalho.
Globo Repórter: Nunca teve medo?
Maria Tavares: Não. Medo de quê? Todos são bons.
Dona Maria sempre escolheu os presos mais perigosos e tirou deles, homens marginalizados, o que tinham de melhor. É o caso de um homem que não quis se identificar.
Ele era um criminoso de alta periculosidade, passou quatro anos em regime fechado e foi para o semiaberto. Fugiu duas vezes. Mas um dia recebeu um convite de dona Maria Tavares para irem juntos a uma missa.
“Ela falou que a pessoa, por mais ruim que seja, tem algo de bom dentro dela. Falando uma palavra assim, bonita, acho que dá uma linha para pessoa já pescar e já começar a fazer as coisas direito, caminhar pelo caminho mais correto”, avalia o homem.
Era o início de uma nova vida. O homem considerado perigoso tirou documentos, arranjou emprego e reencontrou a família de oito filhos.
Globo Repórter: Foi ela que localizou, que ajudou a localizar todos os seus filhos?
Homem: Sim, foi a dona Maria.
Globo Repórter: O que você sente por ela?
Homem: A dona Maria... O que dá pra dizer? Acho que dá pra dizer que eh a segunda mãe, com certeza. Não se começa nada sozinho. Com todo esse apoio da dona Maria eu aprendi a ser generoso comigo mesmo.

O modelo de ressocialização de presos criado por dona Maria se transformou no Patronato Lima Drummond. Parece ser uma casa comum, com um enorme pátio. As grades no corredor que dá acesso aos quartos nem parecem que estão lá por questões de segurança.
O albergue tem os menores índices de fugas, quando comparado a outras casas prisionais. Hoje são os funcionários da superintendência de serviços penitenciários que cuidam dos 76 presos.
“Aqui a gente entra dentro do Patronato e, com a presença física da dona Maria, nós já temos um olhar diferente para com o preso. Nosso trabalho aqui, no momento em que recebemos ele, sem se preocupar com o que  ele fez lá fora, tratamos ele como cidadão, orientando, encaminhando para trabalho. É uma vida aqui para fora. Aí ele é cobrado”, conta Sirlei Hahn, diretora da Fundação Patronato Lima Drummond.
Muitos ex-detentos nunca mais se desligaram do patronato e da dona Maria. Sempre voltam, como quem visita a família.
Sérgio Scola, detento em regime aberto: Marcou a minha vida. A gente não vê as pessoas fazerem isso. A história de ela ser a primeira assistente social a entrar num presídio naquela época, trazer os presos para dentro da casa dela! A gente fica pensando isso tem que ser alguma coisa dada por Deus para ter essa iniciativa que nem a da dona Maria.
Globo Repórter: Não parece verdade, não é?
Sérgio Scola: É, não parece verdade. É muito bom assim. O patronato marcou muito a minha vida, porque, quando sai de lá assim, sai meio assustado, não sabe como você vai encarar o mundo, porque lá é um outro mundo.
E assim segue a vida no casarão que mais do que um símbolo do tempo de abundância é um símbolo de amor e generosidade ao outro. Hoje em dia, dona Maria não tem mais dinheiro e espera restauração desse patrimônio espiritual.
Os olhos de dona Maria continuam a observar tudo por lá. Ela mora em uma casinha azul construída dentro do albergue e, mesmo com a saúde frágil, de cadeira de rodas, ainda participa da vida da instituição.
Roberto Sotello, ex-presidário há 14 anos, é o cuidador de dona Maria.
Globo Repórter: A senhora fez o que queria na vida?
Dona Maria: Mais ou menos.
Globo Repórter: O que faltou?
Dona Maria: Terminar aqueles que eu não pude ajudar.
Globo Repórter: Do que a senhora gosta?
Dona Maria: De ver o bem. Aqueles que estiveram mal e agora fazem o bem.
Roberto Sotello: É fácil se emocionar com a senhora?
Dona Maria: Por quê?
Roberto Sotello: Tanta coisa boa que a senhora faz para gente...
Dona Maria: O que eu fiz?
Roberto Sotello: O que a senhora fez? A senhora recuperou muita gente.
Dona Maria: Tem muitos que eu falhei.
Roberto Sotello: Não falhou, não. A senhora está sendo modesta, a senhora está ajudando ainda.
Percorrendo os caminhos do albergue, é possível ver as paredes de uma pequena capelinha. Diz a lenda que dona Maria só pretende partir depois que ela estiver pronta. E todos torcem por lá para que esta obra nunca termine.

Veja o vídeo (fonte): http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/12/mulher-abrigou-mais-de-mil-presos-considerados-perigosos-e-acha-que-fez-pouco.html

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Momento Decisivo

 
Filhas e filhos da alma!
Abençoe-nos o Senhor com a sua paz.
Estes são dias de turbulência.
A sociedade terrestre, com a inteligência iluminada, traz o coração despedaçado pela angústia do ser existencial. Momento grave na historiografia do processo evolutivo, quando se operam as grandes mudanças para que se alcance a plenitude na Terra, anunciada pelos Espíritos nobres e prometida por Jesus. Nosso amado planeta, ainda envolto em sombras, permanece na sua categoria de inferioridade, porque nós, aqueles que a ele nos vinculamos, ainda somos inferiores, e à medida que se opera nossa transformação moral para melhor, sob a égide de Jesus, nosso modelo e guia, as sombras densas vão sendo desbastadas para que as alvíssaras de luz e de paz atinjam o clímax em período não muito distante.
Quando Jesus veio ter conosco, a humanidade experimentava a grande crise de sujeição ao Império Romano, às suas paixões totalitárias e aos interesses mesquinhos de governantes arbitrários. O Espiritismo, a seu turno, instalando-se no planeta, enfrenta clima equivalente em que o totalitarismo do poder arbitrário de políticas perversas esmaga as aspirações de enobrecimento das criaturas humanas e, por consequência, o ser, que se agita na busca da plenitude, aturde-se e, confundindo-se, não sabe como vivenciar as claridades libertadoras do Evangelho.
Com a conquista do conhecimento científico e o vazio existencial, surgem as distrações de vário porte para poder diminuir a ansiedade e o desespero. Naturalmente, essa manifestação de fuga da realidade interfere no comportamento geral dos seareiros da Verdade que, nada obstante, considerando serem servidores da última hora, permitem-se os desvios que lhes diminuem a carga aflitiva.
Tende, porém, bom ânimo, filhas e filhos do coração!
É um momento de siso, de decisões, para a paz no período do porvir.
Recordai-vos de que o Cristianismo nascente experimentou também inúmeras dificuldades. A palavra revolucionária do apóstolo Paulo, a ruptura com as tradições judaicas ainda vigentes na igreja de Jerusalém geraram a necessidade do grande encontro, que seria o primeiro debate entre os trabalhadores de Jesus que se espalhavam pelo mundo conhecido de então.
No momento grave, quando uma ruptura se desenhava a prejuízo do Bem, a humildade de Simão Pedro, ajoelhando-se diante da voz que clamava em toda parte a Verdade, pacificou os corações e o posteriormente denominado Concílio de Jerusalém se tornou um marco histórico da união dos discípulos do Evangelho.
Neste momento de desafio e de conflitos de todo porte, é natural que surjam divergências, opiniões variadas, procurando a melhor metodologia para o serviço da Luz. O direito de discordar, de discrepar, é inerente a toda consciência livre. Mas, que tenhamos cuidado para não dissentir, para não dividir, para não gerar fossos profundos ou abismos aparentemente intransponíveis.
Que o espírito de união, de fraternidade, leve-nos todos, desencarnados e encarnados, à pacificação, trabalhando essas anfractuosidades para que haja ordem em nome do progresso.
O amor é o instrumento hábil para todas as decisões. Desarmados os corações, formaremos o grupo dos seres amados do ideal da Era Nova.
Nunca olvideis que o mundo espiritual inferior vigia as nascentes do coração dos trabalhadores do Bem e, ante a impossibilidade de os levar a derrocadas morais, porque vigilantes na oração e no trabalho, pode infiltrar-se, gerando desequilíbrio e inarmonias a benefício das suas sutilezas perversas e a prejuízo da implantação da Era Nova sob o comando do Senhor.
Nunca olvidemos, em nossas preocupações, que a Barca terrestre tem um Nauta que a conduz com segurança ao porto da paz.
Prossegui, lidadores do Bem, com o devotamento que se vos exige de fazerdes o melhor que esteja ao vosso alcance, em perfeita identificação com os benfeitores da humanidade, especialmente no Brasil, sob a égide de Ismael, representando o Mestre inolvidável.
Venceremos lutando juntos, esquecendo caprichos pessoais, de imposições egotistas, pensando em todos aqueles que sofrem e que choram, que confiam em nossa fragilidade e aguardam o melhor exemplo da nossa renúncia em favor do Bem, do nosso devotamento em favor da caridade, da nossa entrega em novo holocausto.
Já não existem as fogueiras, nem os empalamentos. Os circos derrubaram as suas muralhas e agora expandem as suas fronteiras por toda a Terra, mas o holocausto ainda se faz necessário.
Sacrificai as próprias imperfeições, particularmente neste sesquicentenário de evocação da chegada do Evangelho à Terra, decodificado pelos Imortais.
Recordai também, almas queridas, que o Espiritismo é, sem qualquer contradita, o Cristianismo que não pôde ser consolidado e que esteve na sua mais bela floração nos trezentos primeiros anos, antes das adulterações nefastas, e que foi Jesus quem o denominou Consolador.
Este Consolador sobreviverá a todas as crises e quando, por alguma circunstância, não formos capazes de dignificá-lo, a irmã morte arrebatará aqueles que não correspondem à expectativa do Senhor da Vinha, substituindo-os por outros melhormente habilitados, mais instrumentalizados para os grandes enfrentamentos que já ocorrem na face do planeta.
Todos sabemos que a transformação moral de cada indivíduo é penosa, de longo curso, por efeito do atavismo ancestral, e que a Lei dispõe do recurso dos exílios coletivos para apressar a chegada da Era Nova.
Abençoados servidores! Abençoadas servidoras da Causa! Amai! Amai com abnegação e espírito de serviço a Doutrina de santificação, para que os vossos nomes sejam escritos no livro do reino dos Céus e possais fruir de alegrias, concluindo a etapa como o apóstolo das gentes, após haverdes lutado no bom combate.
Os mentores da brasilidade, neste momento grave por que também passa o nosso país, assim como o planeta, estão vigilantes.
Permiti-vos ser por eles inspirados e saí entoando o hino do otimismo e da esperança, diluindo a treva, não fixando o medo nem a sombra, que por momento domina muitas consciências. Não divulgando o mal, somente expondo o bem, para que a vitória não seja postergada.
E ide de volta, seareiros da luz! O mundo necessita de Jesus, hoje mais do que ontem, muito mais do que no passado, porque estamos a caminho da intuição, após a conquista da razão, para mantermos sintonia plena com aquele que é o nosso guia de todos os dias e de todas as horas.
Muita paz, filhas e filhos do coração!
São os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos obreiros da seara de todos os tempos, alguns dos quais aqui conosco nesta hora.
Muita paz!…
Bezerra
(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, em Brasília, DF, na manhã de domingo, em 9 de novembro de 2014.) Revisão do Autor Espiritual.
Revista O Reformador, de dezembro /2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Palestras Públicas - Mês de Dezembro



Você é nosso convidado, venha participar de nossas palestras!
Ao final das palestras de domingo, você pode contar com nosso Atendimento Fraterno, uma conversa amiga para ajudar no que estiver necessitando.
Paz e bem!